-- Meu Imaculado -- Coração Triunfará

domingo, 5 de outubro de 2008

Evangelho do dia

Hoje a Igreja celebra : S. Benedito, o Negro, confessor, +1589 Ver comentário em baixo, ou carregando aqui São Basílio : Dar fruto

Evangelho segundo S. Mateus 21,33-43.

«Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.’ Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.» Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos.

Comentário ao Evangelho do dia feito por : São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia, na Capadócia, doutor da Igreja Homilia 5 sobre o Hexâmeron, 6
Dar frutoO Senhor está permanentemente a comparar a alma humana com uma vinha: «O meu amigo possuía uma vinha numa colina fértil» (Is 5, 1), «Plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe» (Mt, 21, 33). É, evidentemente, à alma humana que Jesus chama a Sua vinha, foi a ela que cercou, como se fosse uma sebe, com a segurança que proporcionam os Seus mandamentos e a protecção dos Seus anjos, porque «o anjo do Senhor assenta os seus arraiais em redor dos que O temem» (Sl 33, 8). Em seguida, ergueu em nosso redor uma paliçada, estabelecendo na Igreja «primeiro, apóstolos, segundo, profetas, terceiro, doutores» (1 Cor 12, 28). Por outro lado, através dos exemplos dos homens santos de outrora, eleva-nos os pensamentos, não os deixando cair por terra, aonde mereciam ser pisados. Deseja que os abraços da caridade, quais sarmentos de uma vinha, nos liguem ao nosso próximo e nos levem a repousar Nele. Assim, mantendo permanentemente o impulso em direcção aos céus, elevar-nos-emos como vinhas trepadeiras, até aos mais altos cumes.O Senhor pede-nos também que consintamos em ser podados. Ora, uma alma é podada quando afasta para longe de si os cuidados do mundo, que são um fardo para o nosso coração. Assim, aquele que afasta de si mesmo o amor carnal e a ligação às riquezas, ou que tem por detestável e desprezível a paixão pela miserável vanglória, foi, por assim dizer, podado, e voltou a respirar, liberto do fardo inútil das preocupações deste mundo.Mas – e mantendo ainda a linha da parábola – não podemos produzir apenas lenha, ou seja, viver com ostentação, ou procurar os louvores dos de fora. Temos de dar fruto, reservando as nossas obras para as mostrarmos ao verdadeiro agricultor (Jo 15, 1).

Maria, padroeira de Madagascar

Em 1971, foi celebrado o centenário da chegada do primeiro padre católico a Fianarantsoa. Na ocasião, o Arcebispo, Dom Gilbert Ramanantoanina, tomando a Sagrada família como modelo, dedicou o ano do centenário à santificação da família. Em entrevista ao jornal católico Lumière (Luz), o Arcebispo lembrou os momentos significativos, notáveis dos primeiros cem anos da vida cristã, em relação à sua circunscrição eclesiástica, evocando a personalidade do Padre Finaz que, em 1885, rezou a primeira Missa em Tananarive, onde viveu clandestinamente, quando da perseguição aos cristãos católicos. Teve início, então, a evangelização de Fianarantsoa... Padre Finaz lá chegou a 5 de outubro de 1871 e conseguiu frustrar a hostilidade dos protestantes. Alugou modesta palhoça, onde instalou um oratório, e colocou uma estátua da Virgem Santíssima sobre o altar. Logo na primeira reunião - domingo, 9 de outubro -, o sacerdote ensinou alguns cânticos às crianças e a recitação do Terço. Recorrendo, confiante, à Maria Imaculada, Padre Finaz conseguiu, graças à Mãe Santíssima, Rainha do Céu, e ao Primeiro Ministro, autoridade aqui na Terra, a concessão de dois terrenos necessários ao estabelecimento da Missão, isto, apesar das pesadas dificuldades, aparentemente insuperáveis, por que passara. O primeiro terreno foi liberado no dia 8 de dezembro de 1871 e o segundo, um ano mais tarde. Desde 1867, um florilégio de cânticos fora composto por outro missionário, Padre Castets, e as primeiras palavras da seleta, ou mesmo, da antologia, eram as seguintes: "Ó Maria, Mãe imaculada, nós, povo madagascarense, a elegemos nossa Padroeira e nossa Força." Este compromisso mantém-se válido até os nossos dias e os madasgascarenses, com toda a fidelidade, continuam a rezar, a louvar e a recorrer à Virgem Maria nas tantas grutas de Nossa Senhora de Lourdes, estabelecidas em todo o país.


(Nossa Senhora das T.N. 1971, nº 2)




Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.Amém.