-- Meu Imaculado -- Coração Triunfará

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Do alto dessa montanha...



Fundamenta eius in montibus sanctis.24 Mons in vértice montium.25 - Felizes e mil vezes felizes os sacerdotes que tão bem escolhestes e predestinastes para habitar convosco nesta divina e abundante montanha, para aí se tornarem reis da eternidade, por seu desprezo da Terra e sua elevação em Deus; para aí se tornarem mais brancos que a neve por sua união a Maria, vossa Esposa toda formosa, toda pura e imaculada; para aí se enriquecerem do orvalho do Céu e do húmus da Terra, de todas as bênçãos temporais e eternas de que é plena Maria Santíssima.

É do alto dessa montanha que hão de lançar, quais novos Moisés, por suas ardentes súplicas, dardos contra seus inimigos, para os prostrar ou para os converter.

É sobre essa montanha que hão de aprender, dos lábios de Jesus Cristo, que aí habita desde sempre, a inteligência das suas oito bem-aventuranças.

É sobre essa montanha de Deus que junto a Ele serão transfigurados, como no Monte Tabor, que morrerão com Ele, como no Calvário, e que hão de subir com Ele ao Céu, como no monte das Oliveiras.

São Luís Maria Grignion de Montfort
A Oração Abrasada, nº 25

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Sacramento da Reconciliação


«Tudo o que desligares na terra será desligado no Céu»


A confissão é um ato magnífico, um ato de grande amor. Só aí podemos entregar-nos enquanto pecadores, portadores de pecado, e só da confissão podemos sair como pecadores perdoados, sem pecado.

A confissão nunca é mais do que humildade em ação. Dantes chamávamos-lhe penitência mas trata-se na verdade de um sacramento de amor, do sacramento do perdão. Quando se abre uma brecha entre mim e Cristo, quando o meu amor faz uma fissura, qualquer coisa pode vir preencher essa falha. A confissão é esse momento em que eu permito a Cristo suprimir de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve vir primeiro. Quase todos nós corremos o perigo de nos esquecermos de que somos pecadores e de que nos devemos apresentar à confissão como tais. Devemos dirigir-nos a Deus para Lhe dizer quão pesarosos estamos de tudo o que possamos ter feito que O tenha magoado.

O confessionário não é um local para conversas banais ou para tagarelices. Aí preside um único tema – os meus pecados, o meu arrependimento, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor a Deus.

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), Fundadora das irmãs Missionárias da Caridade