-- Meu Imaculado -- Coração Triunfará

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A generosidade da Misericórdia

A generosidade da Misericórdia

O Diário de Santa Faustina nos fala da generosidade da Misericórdia de Deus, que não coloca limites ao numero de pedidos que possamos lhe dirigir. “Alegro-me por pedirem muito, pois o meu desejo é dar muito, muito mesmo”. (D. 1578)

Por estas palavras podemos entender o recado de Jesus: Ele deseja dar muito. Mas quer também contar com nossa participação. E nossa participação é pedir muito. Quem acha que pedir muito vai incomodar Nosso Senhor, que não tem necessidade de fazer isso pois já recebe tanto da parte da Misericórdia que nem sabe como fazer para agradecer, etc. Jesus continua no mesmo número:

“Fico triste quando as pessoas pedem pouco, quando estreitam seus corações”. (D. 1578)

Pedir pouco da nossa parte significa antes de tudo que não depositamos na Misericórdia aquela confiança que deveríamos ou que precisaríamos depositar, significa um estreitamento dos nossos corações, significa que colocamos um limite à generosidade de Deus que coloca como única exigência confiarmos na Sua Misericórdia:

“A tua obrigação é confiar totalmente na minha bondade. E a minha é dar-te tudo de que necessitas”. (D. 548)

Ele mesmo não abre mão dessa exigência: “Eu me faço dependente da tua confiança. Se ela for grande a minha generosidade não terá limites”. (D. 548)

Você tem colocado limites à Misericórdia de Deus?

Padre Antônio Aguiar

Fonte:Guia de Blogs Catolicos

O RESSUSCITADO, O GRANDE MÉDICO DA HUMANIDADE


Pe. Gilberto Kasper
pe.kasper@gmail.com


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Conhecemos Jesus Cristo Ressuscitado como o Grande Médico da Humanidade. Veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância. Os Evangelhos registram um sem-número de curas que realizou. Ele mesmo se classifica como médico que veio salvar quem está doente. Na parábola do Bom Samaritano, que ilumina as reflexões das Equipes de Nossa Senhora deste ano de 2012, descreveu sua atitude que quer estender a todos os seus discípulos, com sete palavras chaves, diante do que estava caído, semimorto no caminho que leva de Jerusalém a Jericó: viu-o, moveu-se de compaixão, aproximou-se, untou-lhe as feridas, colocou-o sobre sua montaria, levou-o a uma hospedaria e tratou dele (cf. Cartilha da Saúde – Um Apelo da Bioética de Dom Dadeus Grings, Porto Alegre (RS), 2008, pp. 14-15).
O Tema da Campanha da Fraternidade de 2012 que trata da Saúde Pública, não pode ficar à margem de nossas preocupações ao longo de todo o ano, principalmente neste rico Tempo Pascal que se estende até o Domingo de Pentecostes. Ao contrário, deve produzir frutos concretos que saciem as necessidades de nossos irmãos, especialmente os que dependem de nosso SUS – Sistema Único de Saúde, modelo para países desenvolvidos, mas que deixa a desejar em nosso hodierno com a desculpa de falta de recursos, não raras vezes desviados de seu destino e remetidos a obras eleitoreiras.
Quando falamos de médicos estendemos o conceito a todos aqueles que cuidam de doentes, quer através da medicina oficial, quer da (medicina) tradicional, quer com diplomas universitários, quer com caridade pastoral, quer com métodos científicos, quer com práticas populares. O modelo proposto sempre é Jesus, O Ressuscitado, o grande Médico da Humanidade, que tem, na atitude de compaixão, seu fulcro.
Sinto saudade da tradição de mais proximidade do médico com o paciente. Falava-se do médico da família. O exercício da medicina era considerado um sacerdócio. Tinha algo de sagrado.
A medicina descentralizou-se. Mais ainda: despersonalizou-se. É questão de técnica. O paciente é visto através de uma bateria de exames. E para conseguir agendar exames, na maioria das vezes demora meses, tanto no atendimento público quanto através de caros Convênios de Saúde, que cada vez mais se assemelham às longas e demoradas filas dos Hospitais e Postos de Saúde Públicos. Não se fazem perguntas ao paciente nem se lhe dão chance para expor o que sente. Nesse sentido já não se percebe a diferença entre médico e veterinário. A concepção da vida que lhes cabe tratar é, praticamente a mesma, sem lugar para os sentimentos, nem para o conhecimento nem para a vontade. A medicina desumanizou-se.