-- Meu Imaculado -- Coração Triunfará

terça-feira, 24 de julho de 2012

O sol não danifica o vidro ao entrar nele

O sol não danifica o vidro ao entrar nele ou através dele; o sol resplandecente passa através do vidro transparente Eu sou o Criador do Céu e da Terra, uno na divindade com o Pai e o Espírito Santo. Eu sou aquele que falou aos profetas e aos patriarcas e o único a quem esperavam. Para cumprir seus desejos e de acordo com minha promessa, assumi a carne sem pecado e, sem concupiscência, entrei, assim, no corpo virginal de minha Mãe, como o sol que brilha através do mais claro cristal. O sol não danifica o vidro ao entrar nele ou através dele; também desta forma, a virgindade de Minha Mãe puríssima não foi tocada quando assumi minha natureza humana. E assim me fiz homem e, por isso, não deixei de ser Deus e nem me tornei menor que o Pai e o Espírito Santo, na Divindade, embora submisso à natureza humana quando a assumi no ventre virginal de minha Mãe. Assim como a luminosidade jamais é separada do fogo, também minha divindade jamais foi separada de minha humanidade, nem mesmo na morte. Mensagens de Jesus para Santa Brígida da Suécia, Révélations Célestes (Revelações Celestes) livro I, capítulo 1 www.saintbirgitta.com/portuguese/book

sábado, 21 de julho de 2012

HOMILIA PARA O DÉCIMO SEXTO DOMINGO COMUM DO ANO LITÚRGICO DE 2012

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Cristo deixou pastores instituídos para continuarem a guiar o seu povo, quer por prados e campinas verdejante, quer por vales tenebrosos. Eles são chaves indispensáveis à vida e à missão da Igreja. A preparação e o cuidado desses pastores se faz cada dia mais exigente e de responsabilidade de todos. Existem tantos pobres e famintos, abandonados e sem carinho. A comunidade eclesial, que celebra o pastoreio de Jesus Cristo, não pode cruzar os braços nem fechar os olhos diante da situação de tantos e tantos sofredores, ovelhas sem pastor. Pastor ou Pastora é quem tem responsabilidade pelo bem de outras pessoas. A atitude de Jesus nos lembra de que esta é a forma de ser de Deus, e também deve caracterizar a comunidade cristã. No seguimento de Jesus, somos ovelhas e pastores, convocados a viver a ‘compaixão/sentir com’ os pobres, a ser ‘pastores amorosos’ responsáveis pela sorte, pela vida, pela paz, pela felicidade dos irmãos e irmãs. Jesus traz a paz a todos sem exceção, porque vem da parte de Deus, e, nele, nós somos filhos de Deus. A divisão entre judeus e pagãos, crentes e não crentes, brancos e negros, homem e mulher ou qualquer outra oposição não pode ser aceita por nós. Não tem lugar na comunidade eclesial. A comunidade é chamada a exercer o pastoreio de Jesus, ajudada e animada pelos pastores convocados e instituídos. O convite de Jesus para ir a um lugar tranquilo e descansar um pouco não é detalhe que destoa no Evangelho. Criemos em nossas comunidades espaços para o descanso, o lazer, a convivência prazerosa. A vida cristã não se reduz a preceitos, pecados, orações, devoções, abstinências, jejuns, esmolas... mas proporciona também experiências fraternas na gratuidade, no aconchego, no convívio alegre e fraterno. Jesus Cristo é a misericórdia de Deus que nos acompanha ao longo da vida e nos conduz à casa do Pai, para aí habitarmos eternamente. Como rebanho, encontramo-nos no regaço de nosso Pastor para refazer as forças e ouvir sua Palavra. A celebração nos afasta da correria da missão e dos afazeres da vida, para permanecermos na intimidade do Senhor, experimentarmos o seu carinho e a sua gratuidade, e prosseguirmos mais animados em nossa caminhada pascal. Somos tocados pelo seu olhar compassivo. Sua presença amorosa se faz sentir na comunidade de irmãos que juntos celebram o sacramento de sua Palavra, que ecoa do meio dos acontecimentos, da homilia, dos cantos e do silêncio. E, num diálogo de aliança e compromisso, respondemos, professando nossa fé e suplicando, desejosos que seu Reino venha logo. Mas é no rito eucarístico que vivemos a plena comunhão da aliança com o Senhor. Agradecidos, oferecemos com Ele nossa vida ao Pai que nos brinda com a ceia, sacramento da entrega de seu Filho na cruz. Na comunhão de sua aliança, deixamo-nos tomar de compaixão pela multidão faminta, sofrida e desesperançada ao nosso redor. Pela força do Espírito, como bons pastores, assumimos doar nossa vida para que o mundo tenha vida e alegria. ‘O coração compassivo de Jesus acolhe a todos os que se aproximam dele e nunca decepciona ninguém [...] Só Deus não decepciona. Nós nos decepcionamos constantemente, por conta de nossos limites. Mas se deixarmos Jesus assumir nossas fraquezas, Ele nos ajudará a melhorarmos em nossa missão. É preciso configurar-nos com Jesus, o Bom Pastor, vivendo como Ele vive em nossas relações pessoais, comunitárias, eclesiais, políticas e sociais. [...] O Senhor é o verdadeiro Pastor que conduz por caminhos retos e cheios de compaixão. As lideranças e toda a comunidade são convidadas a orientar sua prática por Jesus, que faz cessar as divisões e leva todos ao Pai. O profeta Jeremias faz severa crítica aos responsáveis pelo povo que não cumprem seu dever [...] Aqui são contemplados os ministros ordenados e instituídos, os agentes de pastoral e coordenadores de nossos movimentos eclesiais, nossos políticos (conheçamos bem os candidatos para as próximas eleições, principalmente os que pretendem depois de inúmeras vezes reelegerem-se ao Legislativo). [...] A compaixão e a ternura de Jesus, pastor messiânico, diferenciam-se nos dos outros pastores. Deus não exclui nenhum povo, ele quer que todos sejam ‘povo de Deus’. A mesa da eucaristia nos alimenta e restaura nossas forças para sermos bons anunciadores do reino’ (cf. Liturgia Diária da Paulus de Julho de 2012, pp. 69-71). Como bom pastor, Jesus se compadece dos pobres, dos famintos, dos desempregados e abandonados à própria sorte. Solidariza-se com os nossos sofrimentos. Guia-nos, fortalece-nos e defende nossa vida em meio aos reveses e sobressaltos do dia a dia” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 22, pp. 71-77). O convite da Palavra deste Domingo para cada um, mergulhado em sua vocação, missão e responsabilidade, é de uma vez por todas configurar-nos com Jesus Cristo, o Bom Pastor! Isso só será possível se nos despirmos de nossa arrogância, prepotência, ganância, de nosso carreirismo, busca de prestígio e poder: o querer ser sempre melhor que os outros. Também precisaremos esforçar-nos para superar entre nós, pastores e ovelhas, a inveja, a competitividade, o individualismo e a indiferença com nossos semelhantes. Quantas situações conhecemos, em que nos alegramos com os aparentes fracassos de nossos irmãos, até mesmo no ministério? Falamos em fraternidade sacerdotal, porém mal nos cumprimentamos, e quando possível falamos mal de nossos próprios irmãos, escondendo nossos defeitos atrás dos deles. Coisa feia!... É interessante que não confiamos uns nos outros. Antes, corremos uns dos outros, julgamos mal com mais rapidez do que oferecemos nossa ajuda. A falta de fraternidade presbiteral e comunitária; a concorrência entre uma Comunidade e outra, são contratestemunhos que espantam muitos fiéis de nossas Igrejas. Tais situações escandalizam os menos evangelizados e nos garante como prêmio eterno uma pedra de moinho ao pescoço e fundo do mar. Mas nem tudo está perdido. Ainda há tempo de conversão. Eis nossa sorte: Jesus Cristo, o Bom Pastor perdoa sempre. Permite que recomecemos a cada dia novamente. Mas é preciso querer viver a ternura que Jesus vive por cada um que procura esforçar-se para ser configurado com Ele. Oxalá, nossa Igreja passe por uma profunda conversão e seja reconhecida, porque acolhedora viva a verdadeira Teologia Pastoral da Ternura! Sejam todos abundantemente abençoados. Com ternura e gratidão, meu abraço sempre amigo e fiel. Padre Gilberto Kasper (Ler Jr 23,1-6; Sl 22(23); Ef 2,13-18 e Mc 6,30-34)